A vida nos presenteia de inúmeras formas. Hoje divido com vocês a minha alegria de estar vivendo uma nova fase. Costumo dizer que as coisas acontecem no seu devido tempo e que estamos sempre no lugar certo e é assim mesmo que tem que ser. Apesar da gente não entender muito bem no momento. Recebi a oportunidade de viver experiências que me tornam mais humana e que me ensinam mundos. Pedaços do mundo de muitos que levo e pedaços do meu mundo que deixo. Relembrei gostos que tinha esquecido; momentos que tinha deixado escondido na memória; redescobri elementos da essência de uma existência que tinham sido perdidos no meio de uma cultura diferente e de um corre-corre diário que ofusca as vistas da gente. Reencontrei pessoas e reconheci vidas que ao cruzar a minha, ficaram. Conviver em um mundo onde a gentileza habita de todos os jeitos e do jeito de cada um, onde ombro amigo e apoio (seja para aquele grito de alívio por ter conseguido ultrapassar mais um obstáculo de nossa formação, seja para a exaustão que sentíamos naqueles dias de maior correria, seja por ter falhado ou por estar confuso no amor ou na profissão) são constantes; onde se faz vínculos fortes e, mesmo que alguns um tanto quanto recentes, são movidos por afeto – reafirma aquela velha história de que é impossível ser feliz sozinho. É meus amigos, isso ainda existe!!!!!Pouco valorizado, tenho que admitir. Mas vem sobrevivendo entre vidas como a minha e de pessoas que gostam de cultivar quem se tem. Gente que cuida e curte saudade, românticos anônimos e assumidos, gente que ri e chora junto, que são companheiros de trago e de morrer abraçado. Confesso não entender o porquê das coisas se perderem. Quem não gosta de trocar palavras de carinho, de um porto seguro, de um abraço de incentivo ou um colinho naqueles dias que te sentes um peixinho fora d´água? Quem não gosta?

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